Bicicletada fixa

setembro 30, 2008

Em setembro vivemos dias das mais diversas e variadas ciclo atividades: bicicletada semanal – 05 , 12 e 19; pedal cultural, pedala Sorocaba, ciclo cine- 1 e 2, desafio intermodal, rua viva, Dia Mundial Sem Carro e a Massa Crítica Mensal.

E a grata surpresa, mais uma fixa se fez presente. Wagner, depois de uma longa estada em Londes ( 5 anos), participou de sua 1ª bicicletada e com uma fixa.

Pedalar fixa, você pode usar o

All taquinho, criatividade é marca

All taquinho, criatividade é marca

Para pedalar uma fixa é preciso ter

Pinhão fixo...

Pinhão fixo...

Mas, pq de roda fixa? Tom Bogdanowicz, responsável pela “London Cycling Campaign”, a maior organização urbana de ciclistas do mundo disse: ‘A fixa é prazerosa e boa para manter a forma, mas se tem de aprender antes de sair por aí. Uma vez dominadas as técnicas, estas bicicletas são boas para o ciclismo urbano, pois aumentam sua consciência em relação à via e permitem que o ciclista mantenha uma velocidade constante adequada ao tráfego. Elas fazem o ciclista ter maior poder de previsão”. Excerto traduzido por Gabriel Nogueira traduções técnicas.

A bicicletada paulistana, cada mês que passa, ganha corpo e volume. As massas ocupam as ruas e avenidas paulistanas, alegremente.

Mais informações:

Bicicletada Massa Crítica Mensal

Benefícios da Roda Fixa

fotos: fourier (external link),luddista (external link),pedalante (external link)

vídeos:Rua Augusta – Fourier (external link), Faria Lima – Fourier (external link), Quem gosta de bicicleta buzina – Fourier (external link),Av. Paulista – Fourier

O N E   L E S S   G E A R


Relato de uma experiência

setembro 30, 2008
Preciso relatar uma experiência ciclistica que tive na quinta-feira(25/09):
Para dar continuidade ao projeto de ir a Ubatuba com uma bicicleta de transporte (Barra Forte ou Circular), na quinta-feira sai da Vila Mariana e fui até Pirituba de metrô e ônibus para encontrar um amigo que me venderia uma Barra Circular usada (bem usada) por R$50,00.
Realmente ela estava bem usada, mas para minha surpresa ela estava sem nenhum freio, nem mesmo o contra-pedal original! Mesmo assim fechei o negócio e assumi o risco de voltar pra casa pedalando uma bike sem freio.
Vocês já sabem o que é andar de fixa, mesmo sem freio, dá para controlar a velocidade na perna; mas sem qualquer freio foi uma aventura voltar para Vila Mariana. Tive que gastar a sola do sapato!
Tive que sempre manter uma velocidade baixa em conformidade ao trânsito, eram 17:00 horas e com bastante trânsito. Eu estava de sapato, calça jeans, camiseta, jaqueta e sem capacete, ou seja, não parecia um ciclista, não sei se por causa disso ou da bicicleta, os motoristas se sentem mais a vontade de tirar “finas” de você. É claro que eu os passava mais a frente pois o trafego era intenso!
Ainda na Marques de São Vicente, um ciclista (alguém voltando do trabalho com uma bicicleta razoável e todo paramentado) me ultrapassou e nem me comprimentou (nem mesmo outros ciclistas com quem cruzei pelo caminho me comprimentaram), mais a frente ele não consegui entrar diretamente na pista para ter acesso ao viaduto sobre a via férrea em razão do tráfeto, e acabei ultrapassando-o, depois de alguns minutos e nada dele me ultrapassar, quando olho para trás ele estava no meu vácuo!!! Quando alcançamos o cúme do viaduto e preferi encostar e desce-lo pela calçada, ele passou, me comprimentou e foi embora!
Ao chegar na Sumaré utilizei a ciclovia no canteiro central, os carros estavam passando muito próximos e rápidos ao meu lado. Empurrei na bicicleta até a Dr. Arnaldo e continuei meu caminho plano pela massa de carros, ai foi uma delícia, na reta final (Paulista e Domingos de Morais) mesmo sem freio e marchas passava todos os carros e ônibus, o que já me provou que não é preciso de muito para trafegar pela cidade de maneira rápida e não poluidora!
Foi uma experiência interessante, e acabei por desenvolver a arte do “inquilibri e desviação”, ou seja, manter o equilíbrio enquanto desvia dos obstáculos (carros, pessoas, buracos, etc.), parar nunca! rs
No dia seguinte, primeira coisa que fiz foi leva-la para instalar um freio e fazer um “check up”, deve ter sido muita emoção para ela também!
Albert
O N E   L E S S   G E A R
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Se as bicicletas não forem para todos, não serão para ninguém.

setembro 30, 2008

“Me lembro de uma passagem uns tempos atrás: Estava na bicicletaria, trocando meus pneus 2.0 novinhos por dois 1.5 slicks, pois os largos não me agradavam. Pagava R$ 25 paus em cada pneu, mais as câmeras novas…sem pensar muito que estava gastando uns 70 reais ali, graças a Deus não me fazem falta. Enquanto aguardo, um rapaz bem simples, com uniforme de empresa e uma bike toda fudida chega perguntando quanto era um pneu novo. A bike dele era uma montain bike toda ferrada, com roda dianteira com aro diferente da traseira, os pneus estavam um caco, sem ferio traseiro… Puxei assunto e ele me disse que ia para o trabalho todo dia de bicicleta, fiz uns cálculos e ele pedalava uns 40km por dia. Disse que fazia supermercado, tudo ele ia de bike pois era mais rápido e fazia bem pra saúde. Ao saber o preço do pneu mais barato, descartou a compra pois nitidamente não tinha a grana para comprá-lo. A minha ficha caiu. Ofereci meus dois pneus com as respectivas câmeras. Ele achou meio estranho e perguntou quanto era. Disse que não era nada, eu ia entulhar isso em casa e pedi pro cara da bicicletaria arrumar uma roda 26 usada pra ele montar com os pneus que dei. O cara abre a carteira, saca os únicos 10 reais que tinha e me oferece. Me senti um lixo. Falei pra ele que ficaria muito feliz em saber que ele iria usar os pneus e que dos amigos não se cobra nada.
Os olhos do cara encheram de lágrimas…
Eu vivo lamentando os números da empresa, que eu perdi ali, que eu ganhei ali…catzo, eu tenho um monte de bicicletas, todas do jeito que quero, poderia me sentir um cara realizado, e acho que pedalo muita coisa…
Eu sou na realidade um merda…quem pedala são estes guerreiros. Eles são os ciclistas urbanos, percorrem distâncias diárias gigantes com uns trambolhos daqueles, só com freio traseiro. Nem fazem idéia do que a bicicleta representa no trânsito ou os direitos que têm, eles só querem pedalar e chegar vivos em casa.Tem situações que fazem a gente pensar: o que faz encontramos estas pessoas para deixarmos de reclamar um pouco e olhar pro cara que tá do seu lado?

Acho que se as bicicletas não forem para todos, não serão para ninguém.

É isso.
Canna”

O N E     L E S S     G E A R

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