Na crista da onda

abril 2, 2010

Olha só o bike polo na publicidade suiça:

“Alguns loucos, bastões de esqui velhos, uma bola, e pronto!” (Tradução livre)

Esse tal de Rivella é um refrigerante interessante. A Suiça produz uma quantidade respeitável de queijo. Essa produção tem uma alta demanda láctea, suprida por criação intensiva de vacas leiteiras. As vacas passam o inverno no vale, alimentando-se de feno, e sobem as montanhas durante a primavera e verão, alimentando-se de vegetação fresca. Ao contrario do que nós brasileiros pensamos, vaca não come só capim. As vacas suiças alimentam-se da diversa vegetação alpina, talvez resida aí algumas das diferenças entre nossos lácteos e os dele.

Voltando a produção de queijo, um grande subproduto da sua produção é o soro do leite. O soro do leite é muitas vezes desconhecido de nós leigos (Não, você que estudou engenharias de alimentos não é leigo. Nem você, cujo pai trabalha em uma indústria de laticínios mineira.). O soro de leite é vastamente utilizado na indústria alimentícia norteamericana e européia, e a demanda é maior que a oferta. Entre nós, o panorama é outro. O soro do leite é um resíduo industrial que causa contaminação de mananciais e solo, pois é descartado sem o devido tratamento.

A Rivella é uma boa solução para este estúpido desperdício. Um refrigerante feito de 35% de soro de leite. Não, não tem gosto nem cheiro de leite ou queijo. Sim, é razoavelmente saborosa, levando-se em conta minha baixa afinidade por refrigerantes. Vou encerrar por aqui este ligeiro parêntese cultural. Boas pedaladas!

Rivella tem propaganda com gatinhas

Rivella patrocina o esporte em família.

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