Talvez ele tenha ficado impressionado com o fato das bicicletas terem vencido o helicóptero. Ou ficou impressionado com o desempenho monstruoso do Bruns mesmo.
A matéria em si é bem legal (veja resumo porcamente traduzido abaixo). Ela apresenta este vídeo muito bom feito pelo repórter gente boa Tom Cavalieri, fiel escudeiro da Falzoni.
São Paulo vem sendo afogada num mar de carros por muito tempo. E o futuro não mostra nenhum sinal de melhora. Insuficiência de transporte coletivo aliada a veículos privados geralmente ocupados por uma única pessoa compoe um cenário diário de caos.
Em média, o habitante de São Paulo fica preso no trânsito durante quinze horas por semana – aproximadamente dois dias de trabalho. Sem contar os danos económicos e psicológicos, a situação é uma trava ao desenvolvimento da cidade e à qualidade de vida de seus cidadãos.
Neste cenário aconteceu o desafio intermodal. A proposta é simples: ir o mais rápido possível do ponto A ao ponto B, durante a hora do rush, usando o meio de transporte que preferir. O evento busca alertar para alternativas viáveis ao automóvel e promover o dia mundial sem carro.
Contrário a qualquer previsão [tolinhos], a bicicleta venceu o desafio, com tempo de 22 minutos – mais de dez minutos antes do helicóptero e uma hora antes do carro, que chegou depois do corredor, do ônibus e apenas dez minutos antes do pedestre [dá-lhe Laércio].
Mudar o paradigma automobilistas é necessário, ainda mais em uma cidade do tamanho e da importância económica de São Paulo. O desafio intermodal talvez não apresente soluções reais para o problema, mas ao menos chama a atenção para a questão fundamental da mobilidade e como ela impacta o meio ambiente e as nossas vidas.
"Segundo encontro de bicicletadas..." parece oficial mas é pura palhaçada. No melhor dos sentidos.
Três fixeiros no bonde do ano passado.
Um lugar comum.
Lindo lugar.
Fim da linha. Começo de outras várias coisas. E viva Timbó!
A primeira vez que andei de fixa foi no Bonde de Curitiba do ano passado, quando conheci o amigo Gunnar. Nunca vou esquecer a emoção: “cara, que merda é essa? comé que pára essa porra?! Parece que ela anda sozinha!!”
O encontro das bicicletadas de Sampa e Curitiba foi uma coisa incrível. Deu um gás danado nas duas e muitas coisas boas surgiram daí. Das amizades que fizemos e da vontade de fazer mais surgiu a idéia da fixolimpíada.
E nesta sexta-feira, depois da nossa bagunça semanal na avenida paulista, partiremos mais uma vez rumo ao Sul.
Ainda deve haver meia dúzia de vagas nesse insano bonde.
Clique aqui e assista um vídeo que, apesar de belíssimo, transmite um décimo do que foi. E depois clique aqui para mais informações e aqui para entrar também nesta roubada.
Escoltados por motocicleta, ciclistas treinam no velódromo do Cepeusp, em foto de 11 de setembro de 1985. Hoje, desativado, o espaço se tornou o principal palco para festas na Cidade Universitára. Sua reabertura foi cogitada quando os treinos de ciclistas passaram a criar atritos na universidade, mas até hoje nenhuma providência com esse intuito foi tomada.
Você sabe quantos velódromos existem no Brasil?
E quantos estão em atividade?
Segundo este artigo encontrado pelo Morino, existem apenas 5. Segundo este outro, também encontrado pelo mestre, são 6. Sendo que só o de Curitiba, do Rio e o de Caieiras estão em condições de uso.
O de Curitiba o pessoal de lá já disse que tá uma bosta, piso ondulado exposto às intempéries. O do Rio foi construido para o Pan de 2007 e já deve ter sido abandonado. Ou proibido ao público.
Ambos estão muito longe da gente, de qualquer forma.
Por aqui temos o de Caieiras, que não é exatamente perto, mas com muito esforço dá para pensar em usar. Só que esse velódromo, que pertence a Federação Paulista de Ciclismo, foi pensado sei lá pra que: não tem arquibancada, não tem bebedor, não tem cobertura e o piso é muito abrasivo. A única vantagem é que fica perto de uma estação de trem.
Abandonado e triste
E o velódromo da USP?
Construido em 75 para o Pan de São Paulo, está totalmente impraticável. Desde o final da década de 80 está sem manutenção!!!!!
DÉCADA DE OITENTA!!!!!!!!
Segundo as próprias palavras do diretor do CEPEUSP, clube restrito a comunidade USP onde se encontra o velódromo, só há duas alternativas para o futuro: reforma ou destruição. “As duas soluções são caras, por isso ainda não se considera uma reforma para a pista de ciclismo. Ele acredita que os benefícios seriam poucos para um custo alto, pois não existem muitos ciclistas de pista e os ciclistas da USP não utilizariam a pista, uma vez que ela possui 200m e eles treinam por distância.”
Eu pergunto: será que o fato de não existirem velódromos contribui para que não existam ciclistas de volódromos?
Elementar meu caro Watson.
O grande Pablo visitou o velódromo e constatou com os próprios olhos a situação do velódromo fantasma.