No dia 31 de outubro de 2010, na cidade de Curitiba, foi organizada uma pedalada, apelidada de “Pedalada de Los Muertos”. Ela percorreu algumas ruas da cidade, contou com uma média de 50 pessoas e mesmo sendo exigida mascaras ou maquiagem no rosto, algumas pessoas acompanharam a pedalada de cara limpa. Desta forma, na minha opinião, em curitiba, por pura timidez, a pelada se tornou uma autêntica comemoração Mexicana, onde os mortos, convidados pelos vivos vem visita-los e são recebidos com uma grande festa, no nosso caso todos se encontram no cemitério e saem para pedalar.
A segregação da bicicleta em ciclofaixas e ciclovias tem alguns perigos.
O maior deles é corroborar a idéia imbecil de que a rua não é lugar de bicicletas.
O segundo maior deles é o que aconteceu nas ciclovias de São Paulo e Curitiba. Foram mal planejadas e os ciclistas que realmente se deslocam de bike as ignoram, continuam usando as ruas. Elas acabaram sendo usadas só nos finais de semana, por lazer.
Agora, quando a coisa é bem planejada, quando os desenhos dos caminhos respeitam o uso real que já existe na cidade, a coisa funciona.