Albert Einstein

Agosto 24, 2009

albert-einstein-auf-dem-fahrrad

Fonte: Rad-Spannerei

“Das Leben ist wie ein Fahrrad. Man muß sich vorwärts bewegen, um das Gleichgewicht nicht zu verlieren.” (A vida é como uma bicicleta. É preciso avançar para não perder o equilíbrio – tradução livre)

Albert Einstein, 5 de fevereiro de 1930 em uma carta a seu filho Eduard.

E a pergunta que não quer calar: era uma fixa?


Colnago

Agosto 6, 2009
Seu Colnago

Seu Colnago

Carbono tem alma?

Pra que se preocupar se o quadro é feito na China, o que importa é que o desenho, a idéia, a alma da bicicleta continuam sendo italianos.

É o que argumenta o pessoal da Colnago na sua muito instrutiva página.

Pra quem gosta molto da Colnago, o álbum de fotos. Pra quem  gosta pra caralho, um vídeo com o Seu Colnago apresentando seu museu.

Esse post foi inspirado pelo Maglia Rosa e é uma homenagem ao Canna.

Canna chifrando a namorada com uma Colnago

Safado


Primórdios

Agosto 5, 2009

Fixas primeiro encontro 10.08

Vídeo de um dos primeiro encontros de fixas que fizemos aqui em Sampaulo. Foi em outubro de 2008, quando só haviam umas meia dúzia de fixas.


Pré-fix-olímpico

Julho 23, 2009
Encontro na marquise do Ibira. Treinando skid.

Encontro na marquise do Ibira. Treinando skid.

Logo após sobreviver a brigadeiro

Logo após sobreviver a brigadeiro

Pausa para o kebab e a cerveja

Pausa para o kebab e a cerveja

Fotos tiradas pelo Pablo do rolê que demos nesta terça. Uma preparação para a fixolimpíada.

Fique atento. Mais diversão programada para este final de semana.


Nasceu a Mona: abram alas para nossa primeira dama

Outubro 21, 2008
mona
De Monárcia à Mona, a saga da monark 10 que virou caloi 10 que virou sprint 01
Tudo começou quando comprei uma monark 10. O Canna, em minha homenagem, deu a ela o nome de Monárcia. Ela estava toda  zoada, detonada mesmo. Tinha rodas, mas carcomidas por ferrugem, a pintura estava nojenta, enfim um lixo.  Comecei a ver como fazer para pintar e comprar as peças. A coisa foi demorando e resolvi partir para um plano B, que consistia em comprar uma bike em melhores condições. Achei uma caloi 10 bastante boa, mas não consegui ajustar meus horários com os do proprietário, e uns 10 dias depois parti para uma caloi sprint 10.
A Monárcia foi pro Canna, a caloi 10 pra pqp e a sprint (ainda) 10 – em futuro batismo, Mona – fui buscar em Guarulhos, na minha primeira viagem àquela cidade. De metrô e ônibus. Confiando nas fotos e nas palavras do vendedor, decidi que voltaria pedalando uma bike desconhecida. Como o endereço ficava perto da Ayrton Senna, em poucos metros eu estava no acostamento de uma rodovia. Sentindo que o banco precisava estar mais alto. Que os freios poderiam estar melhores (mas, afinal, era uma sprint) e que era bom me acostumar logo àquela postura completamente diferente do habitual. Entrei na marginal e novamente as origens loiras atacaram, confundi a entrada para a marginal da marginal e de repente eu estava na pista expressa da marginal tietê!! Acho que os motoristas ficaram tão surpresos que ninguém passou perto de mim, então achei bom e segui um bom trecho por alí mesmo… Essa foi a segunda aventura – considerando a primeira ter a bike inteira e funcionando.
Cheguei em casa sã e salva, e à noite Canna e JuM apareceram para a transformação… que não aconteceu. A marreta de precisão não foi páreo para a catraca, então “apenas” depenamos a bike e no dia seguinte fui convencer meu bicicleteiro a montar uma fixa. Não sem antes ficar um tempão passando uma massa que ganhei do Canna para que as marcas do tempo fossem suavizadas. Algo como, segundo a JuM, uma exfoliação. Vários machucados nas mãos depois, a bike estava rejuvenescida.
O bicicleteiro precisou de 24hs para tomar coragem e sábado de manhã eu já estava lá pressionando o cara pra poder ter uma diversão fixa no finde. Às 13:00hs a bike estava pronta, de pneus novos (os antigos estavam péssimos) e eu ainda dei mais trabalho para ele pq comprei a fita anti-furo e claro que queria que ele colocasse.
Mas tive que trabalhar e não pude usar a bike no sábado, coisa que só aconteceu hj, domingo. Foram 2 rolês:
O primeiro, uns 50 minutos pedalando (no intervalo da garoa). Algumas considerações:
1- preciso de um canote maior
2- o selim continua empinando, apesar de todos os apertos. Preciso de outro carrinho, é isso?
3- o pedal esquerdo dá um soquinho num ponto da volta. É o pedal, não é o pedivela. Isso é questão de aperto ou terei que trocar os incríveis pedais de berlineta que acompanham a sprint?
4- a relação é pesada, mas menos do que achei. Até consegui encarar umas subidas, claro que não muito grandes nem tãoooo inclinadas. Mas preciso ajustar a altura do banco para não destruir meus joelhos.
5- Acho que talvez quem sabe esteja começando a pegar o jeito de reduzir a velocidade dela. Na verdade nesse rolê estava preocupada basicamente em parar, que é meu grande medo nessa bike. Para quem conhece minha casa, consegui encarar a descida até meu portão segurando a velocidade no pedal, só brequei na porta. Mas… DÓI!!! E claro que estou longe daquelas brecadas destroem pneus, só reduzo a velocidade, e ainda assim porque a velocidade anterior não era tanta. Mas é um começo, né?
O segundo, agora à noite. Nesse eu estava um pouco mais adaptada à bike, continuando mais preocupada com como segurá-la que com velocidade ou malabarismos (esses tentarei na garagem, escondida de todos. Chega de tombos públicos). Impressões:
- De fato não peguei nenhuma subida bicuda, mas fiquei espantada de encarar várias subidinhas pelo caminho e superar todas. Decidi que não quero mexer na relação nesse momento;
- Tive um momento de susto grande quando resolvi correr num trechinho. Perdi o controle dos pedais e fiquei com as pernas no ar esperando reduzir a velocidade para conseguir “achar” os pedais novamente. Achei que ia me arrebentar no chão. Mas foi bom porque então resolvi que tinha que treinar pedalar, e não só tentar parar. Sim, sei que o firma-pé serve exatamente para esses momentos…
- O soquinho no pedal esquerdo aumentou. Agora são 2 socos, em momentos distintos. E agora tenho um nheco-nheco no pedivela. Aquela história de bike silenciosa foi pro saco. Visita ao mestre bicicleteiro amanhã…
- Dores: nas mãos, em alguns lugares nas costas, na bunda e um pouco nas coxas.
Dados técnicos:
Sprint 10 1979 – com algumas peças datando 1978. Acho que tirando a fita do guidão o resto é tudo original
Relação: 52 X 20
Valores:
Bike – 230,00
Pneus e montagem da fixa – 70,00
Fita anti-furo – 36,00
Peças da fixa – preciso da ajuda do Canna para saber… algo como 60,00?
Acho que é isso.
E a minha fixa é a mais linda de todas, porque é minha!!!! hehehe
Márcia

PS: e agora temos um bicicleteiro que monta fixas!


Se as bicicletas não forem para todos, não serão para ninguém.

Setembro 30, 2008

“Me lembro de uma passagem uns tempos atrás: Estava na bicicletaria, trocando meus pneus 2.0 novinhos por dois 1.5 slicks, pois os largos não me agradavam. Pagava R$ 25 paus em cada pneu, mais as câmeras novas…sem pensar muito que estava gastando uns 70 reais ali, graças a Deus não me fazem falta. Enquanto aguardo, um rapaz bem simples, com uniforme de empresa e uma bike toda fudida chega perguntando quanto era um pneu novo. A bike dele era uma montain bike toda ferrada, com roda dianteira com aro diferente da traseira, os pneus estavam um caco, sem ferio traseiro… Puxei assunto e ele me disse que ia para o trabalho todo dia de bicicleta, fiz uns cálculos e ele pedalava uns 40km por dia. Disse que fazia supermercado, tudo ele ia de bike pois era mais rápido e fazia bem pra saúde. Ao saber o preço do pneu mais barato, descartou a compra pois nitidamente não tinha a grana para comprá-lo. A minha ficha caiu. Ofereci meus dois pneus com as respectivas câmeras. Ele achou meio estranho e perguntou quanto era. Disse que não era nada, eu ia entulhar isso em casa e pedi pro cara da bicicletaria arrumar uma roda 26 usada pra ele montar com os pneus que dei. O cara abre a carteira, saca os únicos 10 reais que tinha e me oferece. Me senti um lixo. Falei pra ele que ficaria muito feliz em saber que ele iria usar os pneus e que dos amigos não se cobra nada.
Os olhos do cara encheram de lágrimas…
Eu vivo lamentando os números da empresa, que eu perdi ali, que eu ganhei ali…catzo, eu tenho um monte de bicicletas, todas do jeito que quero, poderia me sentir um cara realizado, e acho que pedalo muita coisa…
Eu sou na realidade um merda…quem pedala são estes guerreiros. Eles são os ciclistas urbanos, percorrem distâncias diárias gigantes com uns trambolhos daqueles, só com freio traseiro. Nem fazem idéia do que a bicicleta representa no trânsito ou os direitos que têm, eles só querem pedalar e chegar vivos em casa.Tem situações que fazem a gente pensar: o que faz encontramos estas pessoas para deixarmos de reclamar um pouco e olhar pro cara que tá do seu lado?

Acho que se as bicicletas não forem para todos, não serão para ninguém.

É isso.
Canna”

O N E     L E S S     G E A R

………….