Olha a alegria do menino. E o que será que o Aragon tá cantando?
O lendário Bruns quebra quadros, quebra coroas, quebra correntes e agora resolveu quebrar recordes. Participou do desafio intermodal deste ano e detonou a concorrência.
Pedalando uma fixa, já que ele só anda de fixa, percorreu o trajeto que saiu da região da Berrini e chegou a Prefeitura da Paulicea, no centro, em pouco mais de 22 minutos. Mesmo errando o caminho, deixou para trás motoqueiros, carros, helicoptero e até um bike courier (de bike com marchas). Ano que vem vai ter antidoping no intermodal.
Uma vitória para as bicicletas na cidade e para os fixados também.
Cobriram o evento diversos sites e emissoras de TV. Além disso foi muito legal acompanhar diversos participantes em tempo real via Twitter.
Esperamos logo um relato do Bruns.
Se não conseguiu ampliar o gráfico bonito que o Lilx fez, clique aqui.
Em Curitiba uma fixa também ganhou. No Rio a integração bicicleta metro funcionou melhor. Em Maringá obviamente também foi a bicicleta que chegou na frente, com o fato curioso de um patinador ter chegado antes do automóvel.
O local?
O mesmo de sempre, Praça (ainda não sinalizada) do Ciclista, que fica no canteiro central da Avenida Paulista, entre as ruas da Consolação e Bela Cintra (Mapa).
Concentração Lúdica: 12h
Saída: 14h
Sábado de Aleluia estão todos convidados a malhar o judas mais odiado deste ano em São Paulo: Alexandre de Moraes.
Ele conseguiu a proeza de ser odiado por ciclistas, motoristas e motoqueiros de São Paulo ao dar a morte para os primeiros, engarrafamentos para o segundo, e mostrar a bunda para os terceiros. Como? Disse que não liga se ciclistas morrem se isso ajuda o trânsito a ficar bom, deixa acontecer engarrafamentos recordes e se recusa a colocar as faixas de motos (que trazem segurança), porque os motorista não querem.
Enfim, a partir do meio dia (mas talvez começando mais tarde), na Praça do Ciclista, malharemos o Alexandre de Moraes, presidente da CET, SPtrans e secretário da (falta de) transporte na cidade de São Paulo.
Massa crítica, critical mass ou como ficou conhecida em terras brasilis – B I C I C L E T A D A
All taquinho
Fixed
A chamada epidemia de Fixas, contagiou a bicicletada paulista, e se fez presente nessa comemoração.
Um sem número de usuários das bicicletas
Foto: CicloBR
(paulistanos ou não),
Foto: Luddista
lá estavam a
prosear,
Foto: Polly Rosa
mascatear,
Foto: Luddista
responder e
Foto: Pedalante
preferencialmente pedalaram/ocuparam as ruas de nossa grande cidade – essa sim a verdadeira comemoração de um feliz aniversário. Viva a cidade, pedale sempre, preferencialmente com uma fixa !!
Por mais que nosso mercado seja ridículo e seja ridiculamente difícil encontrar qualidade e variedade por aqui, não desistamos!! Por mais que nosso trânsito seja assassino e doa muito sentir isso na pele, não desistamos!! Por mais que a cidade seja feia, poluída, cinza e desumana, não desistamos!! Por mais que insistam em nos expulsar das ruas, não nos cumprimentem, não nos enxerguem, nós não vamos desistir!!
Você escutou os sapos ao longo das ruas de Belém enquanto estava esperando o trânsito melhorar (de modo que você pudesse ir para a UFPA ou a UFRA)? Você poderia se virar e falar com as pessoas atrás de você? É uma pena que a mesma multidão de 100.000 pessoas, que busca criar um outro mundo, continua dependente da mesma matriz tecnológica de transportes que está destruindo o planeta. Alguns de nós temos experimentado um tipo diferente de trânsito e queremos que você saiba que está sendo um grande avanço! Nós escutamos os sapos e falamos com estranhos, e experimentamos a cidade e o trânsito de uma forma totalmente nova.
Existiram alguns espasmos de esperança no Fórum Social Mundial de Belém. No campus da UFRA um sistema de bicitaxi ou ciclotaxi foi introduzido, sugerindo uma alternativa melhor. As possibilidades, no entanto, foram vivenciadas numa celebração desafiadora que ocorreu sexta-feira, 30 janeiro, na primeiríssima bicicletada (ou massa crítica) da Amazônia. Cem ciclistas ocuparam as ruas, não se importando com a chuva constante. Rodaram por toda a parte de Belém, invadiram um posto de gasolina, subverteram uma regra estúpida sobre a não entrada de bicicletas num parque público, trocaram saudações e boas vibrações com os cidadãos de Belém em toda parte, e também com delegados do FSM em hotéis luxuosos. “Mais adrenalina, menos gasolina!” e “Menos carros, mais bicicletas” ecoaram através das ruas, alterando para sempre o imaginário de muitíssimas pessoas, as quais agora ao menos puderam ter uma pequena amostra de que outro mundo no trânsito não somente é possível como já existe, aqui.
O FSM deveria banir os carros dos seus futuros locais e no lugar, deveria implementar uma frota de bicicletas para o uso pelos delegados (em conjunto com um sistema rápido e eficiente de transportes elétricos para aqueles que não querem ou não podem pedalar). Outros mundos SÃO possíveis, no entanto eles JÁ ESTAO AQUI se nós tivermos a visão e a vontade de começar a mudar agora. Não está na hora de pararmos imediatamente de utilizar carros privados e motores a gasolina, e não postergar essa atitude esperando alguma incerta revolução chegar? O planeta depende disso e os ciclistas a reivindicam!
Belém do Pará, 31 de Janeiro de 2009.
Ciclistas da massa crítica de Belém, São Francisco, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, Recife, Vitória, e outras.