“Das Leben ist wie ein Fahrrad. Man muß sich vorwärts bewegen, um das Gleichgewicht nicht zu verlieren.” (A vida é como uma bicicleta. É preciso avançar para não perder o equilíbrio – tradução livre)
Albert Einstein, 5 de fevereiro de 1930 em uma carta a seu filho Eduard.
Estou montando minha primeira fixa com as próprias mãos. Apesar de extremamente trabalhoso, posso garantir que o processo é muito gratificante e prazeroso. Nada como poder construir aquilo que você tanto ama.
Gregory Townsend é um cara que sabe exatamente do que estou falando, quer dizer, sabe muito mais.
Com um gosto irretocável, ele transforma aço em obras de arte moveis, ou melhor, fixas.
O site um pouco cafona não reflete em nada o seu trabalho. Se você quer uma fixa com a sua cara e tem grana para bancar um brinquedo como esses, da um pulinho aqui.
* No mundo: RODA-FIXA FIXED WHEEL PINHÃO FIXO FIXED GEAR PIÑON FIXO FIXIE CARRETE PRESO STARRER GANG PISTA STARRE NABE BAHNRAD STARRELAUF RODA-FIXA FIXED WHEEL PINHÃO FIXO FIXED GEAR PIÑON FIXO FIXIE CARRETE PRESO STARRER GANG PISTA STARRE NABE BAHNRAD STARRELAUFRODA-FIXA FIXED WHEEL PINHÃO FIXO FIXED GEAR PIÑON FIXO FIXIE CARRETE PRESO STARRER GANG PISTA STARRE NABE BAHNRAD STARRELAUFRODA-FIXA FIXED WHEEL PINHÃO FIXO FIXED GEAR PIÑON FIXO FIXIE CARRETE PRESO STARRER GANG PISTA STARRE NABE BAHNRAD STARRELAUF
“Me lembro de uma passagem uns tempos atrás:Estava na bicicletaria, trocando meus pneus 2.0 novinhos por dois 1.5 slicks, pois os largos não me agradavam. Pagava R$ 25 paus em cada pneu, mais as câmeras novas…sem pensar muito que estava gastando uns 70 reais ali, graças a Deus não me fazem falta.Enquanto aguardo, um rapaz bem simples, com uniforme de empresa e uma bike toda fudida chega perguntando quanto era um pneu novo. A bike dele era uma montain bike toda ferrada, com roda dianteira com aro diferente da traseira, os pneus estavam um caco, sem ferio traseiro…Puxei assunto e ele me disse que ia para o trabalho todo dia de bicicleta, fiz uns cálculos e ele pedalava uns 40km por dia. Disse que fazia supermercado, tudo ele ia de bike pois era mais rápido e fazia bem pra saúde.Ao saber o preço do pneu mais barato, descartou a compra pois nitidamente não tinha a grana para comprá-lo.A minha ficha caiu. Ofereci meus dois pneus com as respectivas câmeras. Ele achou meio estranho e perguntou quanto era. Disse que não era nada, eu ia entulhar isso em casa e pedi pro cara da bicicletaria arrumar uma roda 26 usada pra ele montar com os pneus que dei.O cara abre a carteira, saca os únicos 10 reais que tinha e me oferece. Me senti um lixo. Falei pra ele que ficaria muito feliz em saber que ele iria usar os pneus e que dos amigos não se cobra nada. Os olhos do cara encheram de lágrimas…
Eu vivo lamentando os números da empresa, que eu perdi ali, que eu ganhei ali…catzo, eu tenho um monte de bicicletas, todas do jeito que quero, poderia me sentir um cara realizado, e acho que pedalo muita coisa… Eu sou na realidade um merda…quem pedala são estes guerreiros. Eles são os ciclistas urbanos, percorrem distâncias diárias gigantes com uns trambolhos daqueles, só com freio traseiro. Nem fazem idéia do que a bicicleta representa no trânsito ou os direitos que têm, eles só querem pedalar e chegar vivos em casa.Tem situações que fazem a gente pensar: o que faz encontramos estas pessoas para deixarmos de reclamar um pouco e olhar pro cara que tá do seu lado?
Acho que se as bicicletas não forem para todos, não serão para ninguém.
As notícias que nos chegam, é que foi a galera da bicicletada de Curitiba, que começou a moda das fixas no Brasil. Na bicicletada paulistana, o pioneiro foi o Albert( 2007), logo depois o pedalante, seguido pelo Canna seguido pelo Wagner. Agora as meninas, Márcia e JuM.
Fixa do Albert
Azurra, a fixa do Pedalante
Caloi 1, a fixa do Canna
Fixa do Wagner, diretamente de Londres
Mafalda, a fixa da JuM
Qual seria a razão, desses paulistanos em pedalar as Fixas? Talvez o texto abaixo, nos indique algumas respostas:
Tradução e adaptação de Gabriel Nogueira
Decidir pedalar uma bicicleta com roda-fixa parece contra-intuitivo, pois primeiro você desiste de umas tantas marchas, pra ficar apenas com uma; você renuncia a possibilidade de andar na banguela para sempre; você tem de “se explicar” aos ciclistas acostumados a suas bicicletas com dezenas de marchas, da mesma forma que um apreciador de discos de vinil se explica aos entusiastas da música digital.
Para um leigo, pedalar com roda-fixa soa como um caminho duro e tortuoso para o céu devido ao fato de ser algo que tem de ser experimentado para ser apreciado. O mais interessante é que os que experimentam quase nunca voltam atrás…