Atravessando a Paulista em 8 minutos

março 17, 2011

Em oito minutos e respeitando os pedestres. Em quanto tempo será que o Bruns faria derrubando todo mundo?

Que bom que o Albert tá gostando dessa brincadeira de filmar.

Em breve uma versão com trilha sonora.


Gênia

agosto 7, 2010

O Twitter é mesmo uma ferramenta maravilhosa, ele possibilita que pessoas inteligentes destilem sua sabedoria para todo o mundo. Olha só esse conselho  super legal que achei navegando por lá:

Até pensei em dar uma resposta mal educada, mas me deu uma preguiça..


Vaga viva

setembro 19, 2009

Vaga viva 2009 01Vaga viva 2009 02Vaga viva 2009 03Vaga viva 2009 04

Uma das atividades mais legais que antecedem o dia mundial sem carro é, sem sombra de dúvidas, a vaga viva.

Aqui em Sampaulo ela aconteceu ontem numa das esquinas da Paulista.

Um oásis brotado no cimento. Uma retomada poética do espaço público.

Fotos do Haase aqui.


Primórdios

agosto 5, 2009

Fixas primeiro encontro 10.08

Vídeo de um dos primeiro encontros de fixas que fizemos aqui em Sampaulo. Foi em outubro de 2008, quando só haviam umas meia dúzia de fixas.


Pré-fix-olímpico

julho 23, 2009
Encontro na marquise do Ibira. Treinando skid.

Encontro na marquise do Ibira. Treinando skid.

Logo após sobreviver a brigadeiro

Logo após sobreviver a brigadeiro

Pausa para o kebab e a cerveja

Pausa para o kebab e a cerveja

Fotos tiradas pelo Pablo do rolê que demos nesta terça. Uma preparação para a fixolimpíada.

Fique atento. Mais diversão programada para este final de semana.


Fixa Sampa, o vídeo

julho 20, 2009

O primeiro de muitos. Parabéns para o Rafa pela iniciativa. E parabéns aos que participaram.


Como estacionar uma fixa

junho 13, 2009

how to park your fixed

Hilda: avoada, exibida, alcoolizada, linda, inventando moda na noite paulistana. Acima das outras. Acima do bem e do mal.


Apologia do Capacete

maio 13, 2009
Foto ilustrativa, não representa a realidade

Foto ilustrativa, não representa a realidade

Relato via lista da bicicletada SP:

“Amigos
Ontem a noite por volta da 01 da manha tambem tive um acidente. Graças ao capacete não sofri nada serio. Foi um dos unicos dias que sai de capacete e de fixa . Estava pedalando pela direita e não vi um apressadinho veiculo cruzar o farol vermelho logo ali na paulista com bela cintra. Apertei com tudo o freio da frente ( que a fixa so tem esse) e dei a famosa “volta” no ar caido de joelhos e depois batendo a cabeça. Sorte que estava com duas calças. O capacete ( ja sofrido do tombo no pico do jaragua) merece sua aposentadoria agora, depois de um ano de uso. Não saio mais sem o capacete, nem andando ” Slow Bike”. A bicicleta so teve o guidão entortado e na hora do tombo caiu em cima de mim, o que me deu um belo hematoma nas costas. Bom pelo menos to vivo !
Abraços de triplo mortal

Haase”

………..

” Aqui em São Paulo eu costumo usar sempre o capacete. Trânsito pesado é melhor se previnir contra as quedas bobas que o capacete ajuda a diminuir os danos.

Mas todo o seu relato me faz lembrar pq as vezes eu não uso o capacete. Justamente pela “falta de coragem” que ele me dá. Acabo sendo cauteloso sem a famosa casca de isopor. Afinal o bom senso e a moderação na velocidade ajudam a PREVINIR acidentes e essa é sempre a melhor solução.
Para um pouco de bom humor, clique aqui:
abs

João Guilherme Lacerda

O N E   L E S S   G E A R


MÁRCIA, sempre será nossa 1ª dama

janeiro 14, 2009

Para Sempre  te lembraremos, nossa eterna 1ª Dama.

“Márcia Regina de Andrade Prado, 40, massagista, ciclista, primeira dama das rodas fixas paulistanas, minha amiga, mais uma vítima da imbecilidade humana. Nunca vi ela de mal humor, nunca vi ela sendo grossa com alguém, sempre uma presença tranquila e bem vinda. Descanse em paz.”  Sílvio

SoroTRIP - Foto CANNA

SoroTRIP - Foto CANNA

“Tudo começou quando comprei uma monark 10. O Canna, em minha homenagem, deu a ela o nome de Monárcia. Ela estava toda  zoada, detonada mesmo. Tinha rodas, mas carcomidas por ferrugem, a pintura estava nojenta, enfim um lixo.  Comecei a ver como fazer para pintar e comprar as peças. A coisa foi demorando e resolvi partir para um plano B, que consistia em comprar uma bike em melhores condições. Achei uma caloi 10 bastante boa, mas não consegui ajustar meus horários com os do proprietário, e uns 10 dias depois parti para uma caloi sprint 10.

A Monárcia foi pro Canna, a caloi 10 pra pqp e a sprint (ainda) 10 – em futuro batismo, Mona – fui buscar em Guarulhos, na minha primeira viagem àquela cidade. De metrô e ônibus. Confiando nas fotos e nas palavras do vendedor, decidi que voltaria pedalando uma bike desconhecida. Como o endereço ficava perto da Ayrton Senna, em poucos metros eu estava no acostamento de uma rodovia. Sentindo que o banco precisava estar mais alto. Que os freios poderiam estar melhores (mas, afinal, era uma sprint) e que era bom me acostumar logo àquela postura completamente diferente do habitual. Entrei na marginal e novamente as origens loiras atacaram, confundi a entrada para a marginal da marginal e de repente eu estava na pista expressa da marginal tietê!! Acho que os motoristas ficaram tão surpresos que ninguém passou perto de mim, então achei bom e segui um bom trecho por alí mesmo… Essa foi a segunda aventura – considerando a primeira ter a bike inteira e funcionando.
Cheguei em casa sã e salva, e à noite Canna e JuM apareceram para a transformação… que não aconteceu. A marreta de precisão não foi páreo para a catraca, então “apenas” depenamos a bike e no dia seguinte fui convencer meu bicicleteiro a montar uma fixa. Não sem antes ficar um tempão passando uma massa que ganhei do Canna para que as marcas do tempo fossem suavizadas. Algo como, segundo a JuM, uma exfoliação. Vários machucados nas mãos depois, a bike estava rejuvenescida.
O bicicleteiro precisou de 24hs para tomar coragem e sábado de manhã eu já estava lá pressionando o cara pra poder ter uma diversão fixa no finde. Às 13:00hs a bike estava pronta, de pneus novos (os antigos estavam péssimos) e eu ainda dei mais trabalho para ele pq comprei a fita anti-furo e claro que queria que ele colocasse.
Mas tive que trabalhar e não pude usar a bike no sábado, coisa que só aconteceu hj, domingo. Foram 2 rolês:
O primeiro, uns 50 minutos pedalando (no intervalo da garoa). Algumas considerações:
1- preciso de um canote maior
2- o selim continua empinando, apesar de todos os apertos. Preciso de outro carrinho, é isso?
3- o pedal esquerdo dá um soquinho num ponto da volta. É o pedal, não é o pedivela. Isso é questão de aperto ou terei que trocar os incríveis pedais de berlineta que acompanham a sprint?
4- a relação é pesada, mas menos do que achei. Até consegui encarar umas subidas, claro que não muito grandes nem tãoooo inclinadas. Mas preciso ajustar a altura do banco para não destruir meus joelhos.
5- Acho que talvez quem sabe esteja começando a pegar o jeito de reduzir a velocidade dela. Na verdade nesse rolê estava preocupada basicamente em parar, que é meu grande medo nessa bike. Para quem conhece minha casa, consegui encarar a descida até meu portão segurando a velocidade no pedal, só brequei na porta. Mas… DÓI!!! E claro que estou longe daquelas brecadas destroem pneus, só reduzo a velocidade, e ainda assim porque a velocidade anterior não era tanta. Mas é um começo, né?
O segundo, agora à noite. Nesse eu estava um pouco mais adaptada à bike, continuando mais preocupada com como segurá-la que com velocidade ou malabarismos (esses tentarei na garagem, escondida de todos. Chega de tombos públicos). Impressões:
– De fato não peguei nenhuma subida bicuda, mas fiquei espantada de encarar várias subidinhas pelo caminho e superar todas. Decidi que não quero mexer na relação nesse momento;
– Tive um momento de susto grande quando resolvi correr num trechinho. Perdi o controle dos pedais e fiquei com as pernas no ar esperando reduzir a velocidade para conseguir “achar” os pedais novamente. Achei que ia me arrebentar no chão. Mas foi bom porque então resolvi que tinha que treinar pedalar, e não só tentar parar. Sim, sei que o firma-pé serve exatamente para esses momentos…
– O soquinho no pedal esquerdo aumentou. Agora são 2 socos, em momentos distintos. E agora tenho um nheco-nheco no pedivela. Aquela história de bike silenciosa foi pro saco. Visita ao mestre bicicleteiro amanhã…
– Dores: nas mãos, em alguns lugares nas costas, na bunda e um pouco nas coxas.(…)
Acho que é isso.
E a minha fixa é a mais linda de todas, porque é minha!!!! hehehe
Márcia

PS: e agora temos um bicicleteiro que monta fixas!”

convar199

Ela também assinou o Manifesto dos Invisíveisleia um trecho que destacamos:

“(…) clamamos por respeito. Às leis de trânsito, à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. (…)

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construi-las juntos.”

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compartilho com vocês um dos últimos emails, que Márcia enviou para os apreciadores das FIXAS , aqui em SAMPA:

” Senhoras e Senhores,

Segue enfim a foto da Mona, diretamente da praça mutante.

Agradecimentos especiais ao sr. Libélula, sempre ágil e eficiente!

Não se decepcionem, essa não é uma superprodução Cannonica… Segue a linha básico-que-some-na-multidão-e-pode-ser-parado-em-qquer-lugar-sem-medo.

Bjs,

Márcia”

……

Aqui um relato do LUTO, escrito pelo Mestre CANNA:

“Tá difícil de acreditar.

A gente no dia-a-dia, se acostuma com o risco de andar de bicicleta em SP, de viver nesta merda. Eu acreditava que era possível usar este meio de transporte, mas isso que aconteceu com a Márcia não vai me deixar pedalar tranquilo. Eu não consigo.

Puta que pariu, só Deus sabe porque coisas assim acontecem e peço a Ele que proteja os nossos caminhos, peço que vocês se cuidem no trânsito, pensem que qualquer dia pode ser o último passeio, a última bicicletada, a última vez que vc vê seu pai, sua mãe. Por quê tem que ser assim, POR QUÊ?

Eu perdi uma amiga, um nova amiga e de verdade…é difícil ver uma mensagem na sua caixa de emails de alguém que não está mais aqui!

Sei que é um momento de emoção mas, senti o quanto vocês da bicicletada, que às vezes vejo uma vês por mês e olhe lá, são importantes para mim.

Só consigo pensar na manhã do dia 1º de Janeiro,no nosso encontro ciclístico no centro em que vimos aquele raiar de dia lindo, no topo do prédio. Voltei com ela até o Ipiranga, pedalando pela Avenida Paulista que seria onde ela pedalaria seus últimos metros neste mundo.

Eu não tô legal não. Tô muito confuso e preciso pensar no que realmente importa na vida…isso não foi justo, mas quem sabe de nosso destino é algo superior que não erra – e temos que nos amparar nisso para seguir a vida.

Tchau moça do capacete vermelho.

Canna”

………………….

Outras Homenagens:

Luto pela morte de ciclista – 1
Luto pela morte de ciclista – 2
O motor venceu
Sempre Márcia
Sua pressa vale uma vida?
Vivemos a guerra, aqui na cidade
Fique em paz, Márcia
Márcia será sempre a nossa primeira dama
Guerreira do asfalto
Vida de ciclista
Cicloativistas paraenses realizam Bicicletada Márcia Prado, contra a violência no trânsito
Márcia Regina de Andrade Prado

Ciclista Márcia, presente!

Chega de Sociedade do Automóvel

Nota de Luto

Luto

Um mundo sem carros

Ônibus mata ciclista

Não esqueceremos

A gente sente muito

Triste realidade

Protesto dos ciclistas na Paulista

Adeus Amiga!

Márcia Regina de Andrade Prado ( 17/11/1968   – 14/01/2009)

……..

Homenagem à ciclista Márcia Prado:

QUINTA (15/01), às 18h, na Praça d@ Ciclista


*

Bicicletada da Memória: Márcia Prado

SEXTA  (16/01), às 18h, na Praça d@ Ciclista

-.-.-.-.

O N E   L E S S   G E A R


Crianças felizes

outubro 18, 2008

Um domingo(12/10) de encontros ( apesar da leve garoa): na parte da manhã , no velódromo de Caieiras; de tarde, na mais paulista das avenidas, as fixas se encontram na bicicletada das crianças

A Rua Diferente

Na minha rua estão cortando árvores

botando trilhos

construindo casas.

Minha rua acordou mudada.

Os vizinhos não se conformam.

Eles não sabem que a vida

tem dessas exigências brutas.

Só minha filha goza o espetáculo

e se diverte com os andaimes,

a luz da solda autógena

e o cimento escorrendo nas formas.

Carlos Drummond de Andrade

Um encontro na Praça do Ciclista

Um encontro na Praça do Ciclista

fotos:

Tessie 27

Relatos:

Dia das crianças – Aninha

Bicicletada das crianças – Eu vou voando

2007 – Bicicletada das crianças

O N E   L E S S   G E A R


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